JOGO DE TRONOS (uma farsa surreal)

O Brasil vive um momento surreal onde o que menos interessa são o país e sua população nesse jogo nojento de poder travado por inescrupulosos.

É uma generalização perigosa porque certamente em meio ao embate que se trava pelo domínio do poder, seja ele Executivo Legislativo ou Judiciário, onde hoje o Ministério Público também é um agente de atuação intensa , podem encobertar alguns políticos, governantes, agentes públicos, ainda honestos. Mas, se houver, são tão poucos e calados, que fazem parecer à imensa sociedade brasileira que o país se transformou num jogo de poder onde não existem mais regras, ética, leis e interesses públicos.

O Brasil se tornou um país do qual só fazem parte os partidos políticos, os representantes eleitos, os concursados, os agentes públicos de qualquer nível de poder e os por estes contratados, nomeados. E a banda podre da iniciativa privada que formou com estes donos do país, um conluio de benefício, defesa e enriquecimento desta seleta casta que, dentro dela, briga ferozmente pelo controle do poder e manipulação das verbas públicas.

Os restantes, provavelmente 200 milhões de habitantes, estão fora desse jogo. Sobra-lhes o encargo de sustentar toda essa privilegiada casta criada por eles mesmos, em nome do povo brasileiro, mas contra o povo brasileiro.

O teatro que se encena a cada dia na vida política nacional é uma tragicomédia onde os atores desempenham papéis que vão de malfeitores a falsos heróis, transformando-se nos maldosos comediantes que submetem a uma tragédia de sofrimento quem os sustenta com os impostos que são achacados da população trabalhadora pelas sanguessugas que destroem um país enquanto brigam entre si pela dominação dos cofres públicos. Para depená-los.

Essa farra do boi em que se transformou o quadro político nacional é, para a população, para cada brasileiro, uma encenação dramática que esfola o esforço nacional e esmaece a brasilidade.

Os criminosos do PT, talvez em sua única contribuição positiva, a de ter escancarado a corrupção que sempre existiu, a níveis inimagináveis, de modo a que a briga pelo cofre ficasse tão exacerbada, imoral, revelaram ao país a imundice que é sua vida política, o que se espraia pelos demais segmentos que compõem o poder público.

Fora Lula, fora Dilma, fora Temer, fora Maia, fora quem estiver no poder será sempre o slogan de que não está mais com as mãos nos cofres.

Dilma caiu de podre porque o PT destruiu o país. Temer pode cair por ser parte do mesmo esquema, visto que foi eleito pelo mesmo modo e meio. Maia vai cair porque também é investigado e assim lá nave vá.

Os oportunistas pedem diretas já, contrariando a Constituição por vislumbrarem uma possibilidade de, novamente, manipulando a opinião pública, voltarem ao torno do Planalto para, em nome de salvar o país, que eles mesmos destruíram, agora, indo além de surrupiar o tesouro nacional, conseguirem foro para se proteger de uma eventual ação da justiça contra seus assaques ao dinheiro público.

O resto é resto.

Virou um salve-se quem puder. Virou um jogo de ódio, iniciado por Lula quando criou as figuras do “eles” e do “nós” e que agora cinicamente acusa em terceiros. Mas Lula acusar em terceiros suas práticas, já não é novidade. Ao menos para quem sabe discernir. E Lula aposta no voto dos que não sabem discernir, seguindo cinicamente enganando a Nação brasileira.

O resto do resto, também é resto.

Nossos nobres e empavonados parlamentares e todos de todas as formas de poder, imbuídos da certeza de que foram ungidos pela Mão Divina para defender os interesses populares, esão, isso sim, cuidando do seu quintal.

O Brasil e sua população que se danem.

Enganem-nos, que nós gostamos.